goyania – lévi-strauss em defesa do passado

o antropólogo claude lévi-strauss deveu ao estado pela sua posterior fama como etnógrafo, já que fez da cidade de goiás uma das bases para suas expedições ao interior, que buscavam estabelecer contato com índios selvagens.

levis
jornal o popular


grande hotel em construção

depois da passagem do cientista belga por goiânia o jornal o popular, publicado desde o fim dos anos 30 do século passado, revelou certo desdém do intelectual pela cidade recém-fundada, provocado por uma defesa apaixonada da então decadente antiga capital.

test 2


grande hotel na década de 30

material de pesquisa recolhido para
goyania – documentário em construção

outras palavras:

claude lévi strauss

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em 2011 – I

no dia dos namorados desse ano resolvemos fazer um programa diferente – trocamos o tradicional jantar por “trabalho”: fomos pra vila de são jorge na chapada dos veadeiros, e passamos o domingo inteiro na casa do artista moacir.

ele fez a entrevista e eu tirei fotos.

enviamos pra revista soma e a matéria foi publicada.

ao ver a revista online, o higor revisitou nossos arquivos e montou o vídeo. combinou a lembrança daquele fim de semana romântico e o “desconserto” causado pela extrema liberdade criadora do moacir, usando “just lovin”, da são paulo underground.

outras palavras:
casa de cultura cavaleiro de jorge

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goyania – em construção

outras palavras:
Cinemateca Brasileira

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goyania – primeiros meses

meses

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meses1 1 2

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car

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casa 1

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fonte das imagens:
arquivo SEPLAN

material de pesquisa recolhido para
goyania – documentário em construção

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outras palavras:

goiânia: uma interface entre o patrimônio e a metrópole contemporânea.

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“mistura de cinema e música” – 13FICA

Semana passada recebi um email da redação de O Popular com algumas perguntas sobre o 13FICA. Como a entrevista não foi publicada, copio aqui a mensagem com as perguntas da jornalista Rute Guedes e minhas respostas.

Olá, tudo bem?

Estou escrevendo uma reportagem sobre o 13 Fica e tenho uma questão para os realizadores que trabalham com audiovisual em Goiás.

-Como avalia o enfoque dado nesta edição em particular do festival a atividades não cinematógraficas, como o espaço dado para shows musicais com artistas locais, artistas de expressão nacional e até um internacional?

-Acredita que essa mistura de cinema e música, que sempre houve no Fica, é um modelo ideal para um festival de cinema?


Rute Guedes
Jornal O POPULAR

Eu presumo que essa condição de grande festa que é dada ao FICA e que este ano se mantém, apesar de tantos cortes no orçamento do Estado (principalmente na parte destinada à area cultural), pode ser uma forma de afirmação pelo governo de Goiás de que existe um forte compromisso com a cultura, traduzido pelo alto custo de um evento monumental em uma cidade simbólica como Goiás. A imagem que fica é a do poder público zelando pelo patrimônio cultural e pelas artes em geral. Não poderia nem quero diminuir a importância do festival, apenas aproveito sua pergunta para discutir a concepção do evento.

Na minha opinião a “mistura de cinema e música”, como você disse, não é um modelo ideal para um festival de cinema, mas sim para um festival de artes. A programação de shows não tem identificação com cinema e nem com a causa ambiental.

Alguns dos mais importantes filmes ambientais que estão sendo produzidos no mundo são exibidos no FICA, e não acredito que o público seja atraído à cidade de Goiás para ver filmes ou pensar o meio ambiente. Outros respeitados festivais de cinema têm uma programação paralela singela, alguns nem mesmo produzem shows ou grandes festas, como o FORUM DOC, o Doc Buenos Aires e o Cine OP, para citar exemplos que pessoalmente conheço. Esses festivais, inclusive, são conhecidos e assim respeitados por estarem estruturados sobre um planejado e eficiente trabalho de curadoria que, ano após ano, realiza extensa pesquisa, aprofunda suas questões e se afirma, justificando, enfim, a que veio.

O FICA poderia gerar conteúdo crítico; produzir grandes conversas entre realizadores de filmes e ativistas ambientais após as sessões; ou abrigar mini-mostras de cineastas que se dedicam à causa ambiental, como Adrian Cowell, que doou seu acervo à PUC GO. Isso seria, ao meu ver, prioridade num festival de cinema ambiental.

A grande festa é, sim, muito divertida, pode-se assistir a filmes fantásticos e shows maravilhosos (mini-vídeo abaixo); eu mesma já presenciei shows, debates e oficinas no passado, e defendo sempre a realização anual do festival, mas com uma ponte quebrada no meio do caminho, a administração pública poderia ter dado outra destinação a uma parte dos recursos do evento, fazendo a opção por menos festa para ter mais rápido e fácil acesso ao nosso querido FICA este ano.


música e meio ambiente – banda pequi no 12FICA. trecho captado com canon powershot. hotel vila boa, 09.06.2010.

Outras palavras:

13FICA

CINE OP

Doc Buenos Aires

forumdoc.bh

Adrian Cowell

banda pequi

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TEIA DO CERRADO no FICA

teia do cerrado nome 1

Desde 2009 vínhamos gravando durante viagens algumas imagens da natureza e cultura da Chapada dos Veadeiros.

Recebi então o convite para registrar uma oficina de tingimento com pigmentos naturais dentro do projeto TEIA DO CERRADO, iniciativa da ACDD, Associação Cultural Domínio Descendente, de Teresina de Goiás.

O projeto, com patrocínio do programa PPP ECOS, Programa de Pequenos Projetos Ecossociais do ISPN, Instituto Sociedade, População e Natureza, prevê diferentes etapas, e uma delas, a oficina de tingimento ministrada por Fabíola Abreu, é o ponto de partida para o doc TEIA DO CERRADO.

fabiola abreu 1

Registrada a oficina, e entregue o material institucional, continuei gravando, até montar o documentário de 15 minutos, realizado em 2010, que será exibido no dia 16 de junho, às 18h, dentro da mostra competitiva do XIII FICA, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental.

canecas

outras palavras:

ISPN

projeto Teia do Cerrado

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goyania – primeiros dias

fundac  a  o
arquivo histórico estadual
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cabana
a. feichtenberger
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areia 1
arquivo histórico estadual
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vila 1 2
a. feichtenberger
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material de pesquisa recolhido para
goyania – documentário em construção

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outras palavras:

a obra fotográfica de alois feichtenberger

operários na construção de goiânia

1 comentário

eixo no vimeo

terminal e cidade 1

eixo, doc, 18min, 2010

o documentário EIXO convida a uma viagem por Goiânia passando pela Avenida Anhanguera, o Centro e outros bairros da capital. observando o vaivém diário e registrando histórias de personagens que têm o Eixo Anhanguera presente em suas vidas, o filme propõe uma reflexão sobre a história da cidade, a movimentação humana nos corredores de transporte, a vida nos centros urbanos, encontros e desencontros.

assista aqui

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goyania

de poema a topônimo*

poema 1 2 exemplar fac-símile, acervo josé mendonça teles

goyania é o poema épico do baiano Manuel Lopes de Carvalho Ramos (pai de Hugo de Carvalho Ramos), publicado em 1896 na cidade do Porto, em Portugal, pela tipografia a vapor de Arthur J. de Sousa. Foi também o primeiro livro literário da História cuja temática é o estado de Goiás, e a inspiração definitiva do então interventor Pedro Ludovico Teixeira para o batismo da nova capital do Estado.

livro 1

aos 32 anos, o autor decidira, mediante Goyania, “cantar a natureza, sentir o belo, amar a virtude, animar o progresso, contradizer a incredulidade, combater o materialismo e estigmatizar a superstição”.

jornal goyania 1

material de pesquisa recolhido para
goyania – documentário em construção

outras palavras:
* Revista da UFG – 2007

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arte é trabalho

Frederico

frederico

Cercando toda a campina em que as vacas pastavam e os cavalos corriam, havia um velho muro de pedra.
No muro, não muito longe do curral e do paiol, morava uma família tagarela de ratos-do-campo.
Mas os fazendeiros tinham se mudado dali, deixando o curral abandonado e o paiol vazio. Como o inverno estava se aproximando, os ratinhos começaram a colher milho, nozes, trigo e palha para armazenar. Todos eles trabalhavam dia e noite. Todos, menos Frederico.
– Frederico, por que você não trabalha? – eles perguntavam.
– Eu estou trabalhando – dizia Frederico. – Estou colhendo raios de sol, para armazenar para os dias frios e escuros de inverno.
E, quando viam Frederico ali sentado, olhando para a campina, os outros ratos diziam:
– E agora, Frederico?
– Estou colhendo cores – ele respondia, simplesmente. – Porque o inverno é cinzento.

Certa vez, Frederico parecia ter adormecido.
– Está sonhando, Frederico? – os outros perguntaram, em tom de censura.
E Frederico respondeu: – Que nada! Estou colhendo palavras. Pois os dias de inverno são muitos e longos, e vamos ficar sem nada para dizer.

O inverno chegou e, quando caiu a primeira neve, os cinco ratos-do-campo se abrigaram entre as pedras.
No começo, havia muito o que comer, e os ratinhos contavam histórias de raposas tolas e gatos estúpidos. Eles formavam uma família feliz.
Com o tempo, porém, eles comeram quase todas as nozes, a palha se acabou e o milho virou apenas uma lembrança. O muro de pedra era frio e ninguém tinha vontade de tagarelar.
Então se lembraram do que Frederico tinha dito sobre raios de sol, cores e palavras.
– E as coisas que você armazenou Frederico? – eles perguntaram.
– Fechem os olhos – disse Frederico, subindo numa pedra muito alta. – Vou mandar para vocês os raios do sol. Sintam seu lindo brilho dourado… E, enquanto Frederico falava do sol, os quatro ratinhos foram se aquecendo. Será que era a voz do Frederico? Será que era mágica? – E as cores, Frederico? – eles perguntaram ansiosos. – Fechem os olhos de novo – disse Frederico.
E, enquanto ele ia falando dos miosótis azuis, das papoulas vermelhas no meio dos trigais amarelos, das folhas verdes dos arbustos, os ratinhos enxergavam as cores com muita clareza, como se tivessem sido pintados em suas mentes. – E as palavras, Frederico?
Frederico limpou a garganta, respirou um momento e então, como se estivesse no palco, ele falou:

Quem joga os flocos de neve como se fossem confete?
E mais tarde a neve gelada, quem é que derrete?
Quem planta as flores e cobre de folhas a árvore nua?
Quem apaga a luz do dia e acende a luz da lua?

Quatro ratinhos, olá, olê,
quatro ratinhos como eu e você.

Um é a primavera, que espalha as flores
Outro é o verão que as enche de cores
O outono é um ratinho meio amarelado
E o inverno é o último, sempre gelado.

Cada um faz uma coisa, cada estação tem sua hora,
Cada uma só chega quando a outra vai embora.

Quando Frederico terminou, todos aplaudiram. – Mas Frederico – eles disseram – , você é um poeta.
Frederico corou, agradeceu e disse, timidamente: – Eu sei.

manifestação pró-cultura no estado de goiás
dia primeiro de abril, palácio pedro ludovico teixeira
+ info em breve
f  rum

outras palavras:

blog do forum permanente de cultura

Leo Lionni

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