a passagem do filme na vida

Close Up, Abbas Kiarostami, 1990

(…) Em um filme após o outro, o grande diretor iraniano Abbas Kiarostami gira em torno da equação que o autor Neal Gabler denomina “Vida: O Filme” para fazer filmes cuja estética pode ser descrita como “O filme: Vida”.

Stephen Holden, The New York Times, 31 de dezembro de 1999.

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quando a realidade parece ficção

gosto muito da frase: “quando a realidade parece ficção é hora de fazer documentários”, cunhada pela edição brasil do programa de fomento audiovisual – hoje infelizmente suspenso – DOC TV.

outro dia flagrei uma típica “cena de ficção” na cidade:

08.05.12 from ulianaduarte on Vimeo.

ao baixar os vídeos do celular, este me chamou a atenção e pensei em tantos projetos possíveis.
sim, sempre é hora de fazer documentários. e é lamentável que nem a TV Brasil, nem a TV Cultura estejam interessadas no DocTV. dura realidade.

outras palavras: dácia ibiapina fala sobre o edital longa doc do MinC

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cerrado ao meio

mais recente trabalho da nonanuvem filmes, o vídeo “cerrado ao meio” foi produzido para exibição na instalação Caixa Preta do Cerrado, montada pelo ISPN – Instituto Sociedade, População e Natureza em parceria com a Rede Cerrado, na Cúpula dos Povos durante a Rio+20.
para a nonanuvem, que ensaia um projeto de compartilhamento de imagens e sons, como uma videoteca pública, o vídeo veio como um embrião, já que ao produzi-lo utilizamos imagens de fotógrafos e documentaristas que gentilmente nos cederam seu trabalho. o resultado está disponível abaixo e os dedos estão cruzados para a aprovação do nosso projeto do banco livre de imagens.

e viva o cerrado!

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nonanuvem & goiania rock news

em agosto de 2007, pra comemorar o aniversário de uma amiga, fomos assistir a um show do antibalas em governor’s island. o dia estava lindo, a música deliciosa – a feliz lembrança sempre nos visita. mês passado gravamos trechos do concerto da mesma orchestra durante o abrilprorock. seja em recife ou nova iorque, o afrobeat do antibalas contagia todo mundo. o registro do show, combinado ao frescor de um passeio noturno nos canais do recife, está aqui:

outras palavras: goianiarocknews

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Andrés Di Tella: “o tipo de verdade que mais me interessa”

Em 2009 eu passeava a esmo por estantes numa pequeníssima livraria em Buenos Aires, quando um título mais me chamou à atenção, sobre cinema documentário e arquivo pessoal.
Menos de 3 anos depois, comemoro a retrospectiva, no Festival É Tudo Verdade, dedicada ao trabalho do argentino Andrés Di Tella (na foto abaixo, em 1985, com Jorge Luis Borges).

Aqui um trecho do livro Andrés Di Tella: cine documental y archivo personal: “(…) Escaparse de los grandes “temas” es, de cierta forma, reencontrar el camino de los últimos films de Andrés Di Tella. Cada vez más, en el escenario del documental lationamericano contemporâneo, hablar de “algo” parece infructífero si no se buscan las inflexiones del sujeto, sus fisuras e idiosincrasias – esa especie de sal de la historia colectiva, ingrediente escaso en los grandes relatos del “subdesarrollo”o lo “latinoamericano” que dominaron la imaginación crítica de la segunda mitad del siglo pasado. En el trabajo de Di Tella se revela un arte de hablar oblicuamente de lo colectivo, de la historia institucional y oficial, arte que recae en lo individual. Pero no se trata de un sujeto sólido e incorruptible; por lo contrario, una de las artimamañas retóricas del documentalista es justamente exponerse a lo ridículo para desmontar toda presumible entereza del yo.”

E uma curta entrevista ao Blogs&Docs

Fundador do BAFICI, festival de cinema independente de Buenos Aires, Andrés Di Tella estará presente pra conversar sobre seu trabalho. Vai valer uma ida ao Rio, não porque é tudo verdade, mas porque “Siempre hay una búsqueda de la verdad, de distintas formas. Yo creo que la experiencia personal reflejada en la voz del yo es el tipo de verdad que más me interesa.” Ultimamente tem sido a que mais me interessa também.

Outras Palavras:
Festival de Documentários Pictures and Words
Fotografias de Andrés Di Tella

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goyania – lévi-strauss em defesa do passado

o antropólogo claude lévi-strauss deveu ao estado pela sua posterior fama como etnógrafo, já que fez da cidade de goiás uma das bases para suas expedições ao interior, que buscavam estabelecer contato com índios selvagens.

levis
jornal o popular


grande hotel em construção

depois da passagem do cientista belga por goiânia o jornal o popular, publicado desde o fim dos anos 30 do século passado, revelou certo desdém do intelectual pela cidade recém-fundada, provocado por uma defesa apaixonada da então decadente antiga capital.

test 2


grande hotel na década de 30

material de pesquisa recolhido para
goyania – documentário em construção

outras palavras:

claude lévi strauss

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em 2011 – I

no dia dos namorados desse ano resolvemos fazer um programa diferente – trocamos o tradicional jantar por “trabalho”: fomos pra vila de são jorge na chapada dos veadeiros, e passamos o domingo inteiro na casa do artista moacir.

ele fez a entrevista e eu tirei fotos.

enviamos pra revista soma e a matéria foi publicada.

ao ver a revista online, o higor revisitou nossos arquivos e montou o vídeo. combinou a lembrança daquele fim de semana romântico e o “desconserto” causado pela extrema liberdade criadora do moacir, usando “just lovin”, da são paulo underground.

outras palavras:
casa de cultura cavaleiro de jorge

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goyania – em construção

outras palavras:
Cinemateca Brasileira

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goyania – primeiros meses

meses

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meses1 1 2

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car

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casa 1

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fonte das imagens:
arquivo SEPLAN

material de pesquisa recolhido para
goyania – documentário em construção

_


outras palavras:

goiânia: uma interface entre o patrimônio e a metrópole contemporânea.

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“mistura de cinema e música” – 13FICA

Semana passada recebi um email da redação de O Popular com algumas perguntas sobre o 13FICA. Como a entrevista não foi publicada, copio aqui a mensagem com as perguntas da jornalista Rute Guedes e minhas respostas.

Olá, tudo bem?

Estou escrevendo uma reportagem sobre o 13 Fica e tenho uma questão para os realizadores que trabalham com audiovisual em Goiás.

-Como avalia o enfoque dado nesta edição em particular do festival a atividades não cinematógraficas, como o espaço dado para shows musicais com artistas locais, artistas de expressão nacional e até um internacional?

-Acredita que essa mistura de cinema e música, que sempre houve no Fica, é um modelo ideal para um festival de cinema?


Rute Guedes
Jornal O POPULAR

Eu presumo que essa condição de grande festa que é dada ao FICA e que este ano se mantém, apesar de tantos cortes no orçamento do Estado (principalmente na parte destinada à area cultural), pode ser uma forma de afirmação pelo governo de Goiás de que existe um forte compromisso com a cultura, traduzido pelo alto custo de um evento monumental em uma cidade simbólica como Goiás. A imagem que fica é a do poder público zelando pelo patrimônio cultural e pelas artes em geral. Não poderia nem quero diminuir a importância do festival, apenas aproveito sua pergunta para discutir a concepção do evento.

Na minha opinião a “mistura de cinema e música”, como você disse, não é um modelo ideal para um festival de cinema, mas sim para um festival de artes. A programação de shows não tem identificação com cinema e nem com a causa ambiental.

Alguns dos mais importantes filmes ambientais que estão sendo produzidos no mundo são exibidos no FICA, e não acredito que o público seja atraído à cidade de Goiás para ver filmes ou pensar o meio ambiente. Outros respeitados festivais de cinema têm uma programação paralela singela, alguns nem mesmo produzem shows ou grandes festas, como o FORUM DOC, o Doc Buenos Aires e o Cine OP, para citar exemplos que pessoalmente conheço. Esses festivais, inclusive, são conhecidos e assim respeitados por estarem estruturados sobre um planejado e eficiente trabalho de curadoria que, ano após ano, realiza extensa pesquisa, aprofunda suas questões e se afirma, justificando, enfim, a que veio.

O FICA poderia gerar conteúdo crítico; produzir grandes conversas entre realizadores de filmes e ativistas ambientais após as sessões; ou abrigar mini-mostras de cineastas que se dedicam à causa ambiental, como Adrian Cowell, que doou seu acervo à PUC GO. Isso seria, ao meu ver, prioridade num festival de cinema ambiental.

A grande festa é, sim, muito divertida, pode-se assistir a filmes fantásticos e shows maravilhosos (mini-vídeo abaixo); eu mesma já presenciei shows, debates e oficinas no passado, e defendo sempre a realização anual do festival, mas com uma ponte quebrada no meio do caminho, a administração pública poderia ter dado outra destinação a uma parte dos recursos do evento, fazendo a opção por menos festa para ter mais rápido e fácil acesso ao nosso querido FICA este ano.


música e meio ambiente – banda pequi no 12FICA. trecho captado com canon powershot. hotel vila boa, 09.06.2010.

Outras palavras:

13FICA

CINE OP

Doc Buenos Aires

forumdoc.bh

Adrian Cowell

banda pequi

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