a música e a cidade – casa bizantina no lyceu de goiânia

No terceiro episódio de A MÚSICA E A CIDADE, a websérie convida a Casa Bizantina para uma visita ao Lyceu de Goiânia. Uma das mais longevas bandas de rock da capital, no pátio da mais antiga escola da cidade.

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Fundado em 1846 pelo Barão de Ramalho em Villa Boa de Goyaz (atual Cidade de Goiás), o Lyceu foi transferido para Goiânia em 1938, como parte dos esforços de Pedro Ludovico Teixeira para o estabelecimento da nova capital. Ao longo das décadas foi responsável pela formação de artistas como Gilberto Mendonça Teles, Martha Azevedo Panunzio, Miguel Jorge e Eli Camargo, entre tantos outros, além de parlamentares, prefeitos e governadores. A despeito da má conservação, o prédio do educandário – uma elegante construção em estilo art déco, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional – Iphan.

As gravações foram feitas em dezembro de 2015, dias antes de o Lyceu ser ocupado por estudantes, num protesto contra o projeto de terceirização da gestão da rede de ensino por meio de Organizações Sociais. Fabiano Olinto, vocalista da Casa Bizantina, foi professor do Lyceu, onde ensinou História na segunda metade dos anos 90. Quase vinte anos depois, ao lado do guitarrista Evandro Putz, relembra aquela e outras épocas sob a tenda do Espaço Sonhus, o anexo cultural do Lyceu. E é lá também que o grupo afina os instrumentos para tocar a música “Cidade Elétrica”, um tributo de guitarras a Goiânia.


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a música e a cidade – carlos brandão no mercado da 74


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A websérie A Música e a Cidade lança mais um episódio. Dessa vez o compositor, cantor, jornalista e agitador cultural Carlos Brandão fala da cena musical de Goiânia e mexe com nossas lembranças ao tocar “Mentira Morena”.

brandão sorriso

Gravado numa tarde prosaica de sexta-feira, o vídeo acompanha o cantor em um passeio pelo Mercado da Rua 74, registrando breves encontros e uma parada na tradicional Pastelaria do Meu pra conversa, cerveja e violão.

brandão e amigo

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o cinema de arquivo ganha cartaz

Acontece nesta semana a primeira edição do Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo.

Geraldinos, Pedro Asbeg e Renato Martins, 2015

Geraldinos, Pedro Asbeg e Renato Martins, 2015

O festival vai apresentar 6 diferentes mostras, incluindo mostra competitiva, pré-estreias e debates.

Em dezembro, também no Rio de Janeiro, a 14a edição do RECINE – Festival Internacional de Cinema de Arquivo.

Outro Sertao

O RECine premiou, em 2014, entre outros documentários, “Outro Sertão”, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela e “A Farra do Circo”, de Roberto Berliner e Pedro Bronz.

a farra do circo

Viva a memória do mundo!

Free Fall, Péter Forgács, 1998

Free Fall, Péter Forgács, 1998

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a música e a cidade – dom casamata ao vivo no lago das rosas

Para assistir em HD, visite a página de a música e a cidade no Vimeo ou no Youtube.

A websérie A MÚSICA E A CIDADE, que teve pré-­estreia na 1a edição do Pirenópolis.Doc – Festival do Documentário Brasileiro, chega hoje à internet.

Na primeira temporada foram produzidos 3 episódios, em que artistas de Goiânia são convidados para uma conversa e uma breve apresentação em espaços públicos da capital. Explorando o complexo urbano e seus múltiplos sons, a série busca a identidade goianiense em construção no imaginário de quem produz e consome música.

No primeiro episódio, o trio instrumental DOM CASAMATA E A COMUNIDADE se apresenta no Castelinho – o coreto grafitado com vista para o Lago das Rosas, nosso parque mais charmoso, construído na década de 40. Formado em Goiânia há mais de 10 anos, Dom Casamata lançou em 2015 seu primeiro disco, em vinil de 180g e com pôsteres assinados por artistas goianos como Marcelo Solá, Kboco, Mateus Dutra e Luiz Antena.

Na sequência, o veterano compositor CARLOS BRANDÃO leva seu violão ao tradicional Mercado da 74, no antigo Bairro Popular, numa véspera chuvosa de carnaval. Entre uma cerveja e outra, toca, canta e bate papo sobre a Goiânia de ontem, hoje e amanhã, num cenário frequentado pela boemia cultural da cidade há várias décadas.

Para encerrar a primeira temporada, a série vai atrás de uma das bandas de rock mais antigas de Goiânia ainda na ativa, o Casa Bizantina. O episódio, ainda em produção, leva o grupo para tocar na rua, em contato direto com os habitantes da “Cidade Elétrica”, como diz a música de seu mais recente álbum, O Seguinte Dia Fabuloso.

A MÚSICA E A CIDADE é uma realização NONANUVEM FILMES, produtora goiana fundada em 2008, especializada em documentários e com títulos premiados no Brasil e em Portugal. Acompanhe a série através do Facebook, ou pelos canais no Youtube e no Vimeo.

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a música e a cidade

Mais um trabalho saindo da ilha de edição.

A MÚSICA E A CIDADE 1

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A MÚSICA E A CIDADE 5

A MÚSICA E A CIDADE 4

A MÚSICA E A CIDADE 3

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A MÚSICA E A CIDADE 10

A MÚSICA E A CIDADE 11

Em breve na melhores janelas do Youtube (e do Vimeo, Facebook, Twitter…).

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pirenópolis.doc – filmes premiados

IMG_2422 O I Pirenópolis.doc entregou troféus e prêmios especiais em seu encerramento no último domingo, 09 de agosto.

Filmes premiados e considerações do júri:

Curtas

Pela construção de um dispositivo de filmagem rigoroso, que faz surgir atos de fala e rompe barreiras entre filmadores e filmados, o prêmio especial de mise-en-scène do real de curta-metragem foi para La Llamada, de Gustavo Vinagre
la llamada ernesto

Por tornar visível uma experiência subjetiva e dar acesso a uma poética da fala comum, o prêmio de melhor curta-metragem foi para E o amor foi se tornando cada dia mais distante, de Alexander de Moraes
amor

Longas

Pela riqueza do arquivo reunido, que traz à tona sobrevivências do passado e cria no presente uma resistência possível, o prêmio especial de pesquisa de longa-metragem foi para Yorimatã, de Rafael Saar
lulielucina1

Pela construção de um dispositivo de filmagem observacional, graças ao qual o espaço filmado se entrega à mise en scène e o corpo emerge como potência de fala, o prêmio especial de mise-en-scène do real de longa-metragem foi para Carregador 1118, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques
CARREGADOR

Por figurar o capitalismo contemporâneo como regime de imagens espetaculares que destrói a experiência viva, o prêmio de melhor longa-metragem foi para Brasil S/A, de Marcelo Pedroso
brasilsa

Nasceu um lindo festival.
Parabéns e até o ano que vem!

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nossos pireneus

Em Pirenópolis desde ontem. Na abertura do festival o longa Retratos de Identificação, de Anita Leandro, inédito em cinemas goianos.

piridoc

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Anita é minha colega no júri, bem como Ewerton Belico, da Associação Filmes de Quintal, de Belo Horizonte. A mostra competitiva começa hoje, às 14 horas.

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mais faróis, por favor

Em setembro de 2010 assisti, na CAIXA Cultural no Rio, a um dia da mostra Faróis do Cinema, iniciativa que já conhecia do querido Docblog, do Carlos Alberto Mattos, que se transformara em evento.

faróis do cinema

Dali em diante acompanhei pela web sucessivos faróis de nomes que são referência no cinema brasileiro, até sua chegada à TV, no Canal Brasil. O programa é dividido em duas partes – uma entrevista de cerca de 12 minutos com um realizador e a exibição de um filme por ele dirigido.

No site da Globosat é possível, aos assinantes de TV paga, assistir a todos os programas, mas no site do Canal Brasil ainda estão disponíveis os episódios com os faróis de Ana Muylaert e Eryk Rocha.

Pela luz dos faróis pude conhecer, pra citar os dois últimos a que assisti, os deliciosos “Lost Zweig”, de Sylvio Back e “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, de Paulo Thiago.

sylvio

policarpo

Divertido, (in)formativo e inspirador.
A segunda temporada, por favor?

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as imagens nos ensinam a olhar

A França é nossa pátria, Rithy Panh, 2014

foto meninas

cigarro

Vencedor do É Tudo Verdade 2015, o documentário compila incríveis imagens de arquivo e usa cartelas que ironizam a “verdade histórica”, o discurso colonizador na Indochina.

Uma dessas cartelas, ao final do filme, chamou mais a minha atenção.

La France este notre patrieScreen Shot 2015-07-07 at 8.51.31 PM

Traduzindo livremente, seria algo como

As imagens zombam de nós. Eu as montei em silêncio, à minha maneira primitiva. Então, “dribladas”, elas nos ensinam a olhar. A olhar para elas. À vezes a História não tem uma voz. Não existe uma História universal.

Em entrevista ao The Diplomat, Rithy Panh falou que é certo que desloca a imagem de arquivo de seu contexto original para dar a ela um novo sentido. Contou que uma pessoa nascida no continente africano assitiu ao filme e disse: “Não é um filme sobre a África, mas sobre a África também”.

Não existe História universal, universal é o cinema.

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epifanias do cotidiano

DIÁRIO 1973-1983, David Perlov

“Maio, 1973. Eu compro uma câmera. Quero começar a filmar sozinho e para mim mesmo. O cinema profissional deixou de me atrair. Procurar outra coisa. Quero me aproximar do cotidiano. Acima de tudo do anonimato. Leva tempo para aprender a fazê-lo.”

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paisagem na janela – Ilana Feldman

mostra David Perlov – jóia rara

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